5.2.08

Eu Recomendo (3)



Assistir o programa "O Segredo das Coisas" (How it's Made) exibido no Discovery Channel. Um programa para quem é fascinado por eficiência, processos e qualidade. A cada episódio´são mostradas de forma clara e didática todas as etapas do processo de fabricação de produtos diversos como: lentes de contato, papel alumínio, portas de madeira, quebra cabeças ou lâmpadas fluorescentes.

Eu Recomendo (2)


Degustar uma fatia de queijo de coalho assado (da região de Caicó-RN) regado com melaço de cana (mel de engenho). Não preciso comentar muito. É só comer para virar fã desta típica delícia nordestina.

Eu Recomendo (1)


A leitura do livro "Uma Breve História do Mundo" de Geofrey Blainey. Uma obra honesta - pois corresponde fielmente a seu título. O autor faz uma viagem panorâmica pela história das civilizações de forma ágil, fluida e interessante, sem nenhum tipo de "ranço" acadêmico. Apresenta, inclusive, civilizações fora da europa como os aborígenes da Oceania, os maias, astecas e incas da América, mongóis, árabes e muitos outros. Bem melhor do que muitas aulas de história que você e eu fomos forçados a assistir...

31.1.08

Africanos clandestinos são detidos no RN


Solo voy con mi pena
sola va mi condena
correr es mi destino
para burlar la ley
perdido en el corazón
de la grande Babilon
me dicen el clandestino
por no llevar papel


No mesmo dia em que David Beckham e seu grupo eram recebidos com honras e salamaleques
Um grupo de 13 africanos era "resgatado" de uma embarcação à deriva no litoral potiguar
Enquanto ingleses e nórdicos tomavam champagne e posavam para fotos ao lado de autoridades
Os africanos tinham que se explicar para a PF...

Esse é o Brasil gente!!!

Os caras são pobres e negros...

Lembram o que fizeram com os boxeadores cubanos na época do Pan do Rio?
Mandaram de volta para Cuba,
para que ninguém menos que Fidel Castro cuidasse deles...

O mais interessante é que os náufragos desejavam ir para Trinidad & Tobago
Encalharam aqui por acidente

Depois reclamam do tratamento humilhante que os brasileiros recebem no exterior...
Para completar a comédia de erros, os federais foram eficientes para prender,
Mas não sabem onde colocar o grupo!!!!
Os clandestinos estão se alimentando de comida doada por uma "riquíssima"...
colônia de pescadores nativos da região...

Enquanto isso os burocratas empolados tentam se livrar do atoleiro em que se meteram!

Valor das Multas pode Aumentar 63%


Eis aí mais um pacote a ser jogado na cabeça dos motoristas!!!!
Tentando reduzir acidentes o governo federal lançou um conjunto de medidas emergenciais
Algumas são patéticas e surreais:

  • Proibição dos motoqueiros transitarem entre filas de carros
  • Proibição destes mesmos motoqueiros darem carona...
Outras não vão pegar:

  • Proibição da venda de bebidas alcoolicas próximo a rodovias
Outras ainda são cruéis:

  • Aumento de 63% no valor das multas
Pergunta-se então:

  • Quais os resultados dessa dinheirama extra?!
a) As estradas ficarão 63% melhores
b) A sinalização aumentará em 63%
c) Os buracos se reduzirão em 63%
d) A fiscalização será 63% mais eficiente
e) Teremos campanhas educativas 63% mais esclarecedoras
f) N.D.A - A corrupção e a indústria das multas vão aumentar 1.000%

Eu cravo a opção "f" sem medo de errar...

30.1.08

Welcome Bwana!!!!!!!


David Beckham esteve no Rio Grande do Norte nesta segunda feira.
Foi a uma região chamada “Ponta do Calcanhar” próxima ao Município de Touros.
A intenção era promover um mega resort para turistas internacionais
Posou para fotos, fez discurso, deu entrevistas, fez embaixadinhas à beira mar...
De quebra, o inglês anunciou que vai abrir uma escola de futebol integrada ao resort
Como sempre, tudo que vem de fora é saudado com festa e bajulação
Os caras são empresários, nada mais!
Não morrem de amores pelo RN, nem pelo Brasil
Querem Euros e Dólares!
Acho que Beckham devia abrir é uma escola de marketing e vendas,
Pois é isso que ele sabe fazer bem...
É um mestre em marketing pessoal e autopromoção
Jogador do nível dele o Brasil tem aos montes!
Souza do América e Alberi do ABC jogavam mais bola que ele!
Mas, o cara vende e isso é que importa para o mercado
Hoje é um resort,
Amanhã pode ser um novo modelo de automóvel
Aparelhos celulares
Camisas do seu clube
Cosméticos para homens(?) metrossexuais
Mundando de assunto:
Que roupa é essa que a Governadora está usando?
Com esse modelo tribal, ela está parecendo a rainha do Zimbabwe!
E o Dep. Robinson Faria?
Parece um guarda costas e não o presidente da Assembléia Legislativa...
Realmente se superaram!!!

18.1.08

Polêmica Luminosa


A bonita árvore de natal instalada no bairro de Mirassol tem um verdadeiro imã para atrair controvérsias.
Festejada como a maior do Brasil, teve que se contentar com o segundo ou terceiro lugar...
Dizem que lá em Aracaju havia uma maior.
No mês de dezembro, vários visitantes defenderam que a árvore deveria ser convertida numa espécie de monumento alusivo ao nome e ao ainversário da cidade de Natal.
Houve até quem criticasse a desmontagem da árvore no mês de janeiro - após os festejos natalinos.
"A árvore deveria permanecer o ano inteiro!!!" entusiasmou-se uma senhora diante das câmeras de TV.
Eis que a Prefeitura de Natal tomou uma decisão:
Vai manter a árvore até a Páscoa
Após a Semana Santa, apenas o contorno de lâmpadas ficará aceso
E não é que apareceram umas figurinhas falando sobre os gastos com energia e blá, blá, blá?
Estão querendo aparecer a qualquer custo...
Acho que existem prioridades bem mais importantes para corte de despesas:
  • Privilégios & mordomias
  • Gratificações milionárias
  • Funcionários fantasmas
  • Corrupção em licitações
  • Gastos excessivos com propaganda
  • Viagens internacionais sem propósito
  • etc, etc, etc.

Gente, vamos deixar a árvore em paz, pelos poucos meses que ainda restam...

Só não se deve esquecer dois detalhes fundamentais:
1. Substituir as várias lâmpadas queimadas
2. Criar uma decoração mais bonita e criativa no final do ano para não cair na mesmice.


10.1.08

Em que ano estamos afinal? 2008, 1908 ou 1808?


Epidemia de Febre Amarela no Brasil começa a fazer vítimas fatais

Arraia gigante é massacrada barbaramente na Praia de Ponta Negra

Guerrilheiros colombianos libertam reféns após 6 anos de cativeiro na selva


Peraí, será que estamos em 2008 mesmo, com aquele blá, blá, blá de século 21, sociedade da informação, o futuro já chegou?

Acontecimentos bizarros como os que listei acima são uma pequena amostra dos primeiros 10 dias do ano.

Aposto que se tivessem sido transportados para um velho jornal de 1908 ou até de 1808, estariam muito bem contextualizados!

4.1.08

Visita Inesperada


Lembra daquele dia em que você chegou em casa cansado, louco para se livrar dos sapatos, tomar um bom banho e relaxar? Infelizmente, no meio do caminho entre o sonho e a realidade você enxergou um pequeno ser que movimentava suas duas antenas compridas e corria sorrateiramente para baixo de um móvel da sala... É isso mesmo!!! A conhecida, odiada, perseguida e temida periplaneta americana ou barata, para deixar de lado as formalidades. Livrar-se do bicho é uma experiência desagradável e nojenta seja lá qual for o método: desde jatos de inseticida fedorento à prosaica chinelada... Há quem afirme, inclusive, que elas costumam agir em duplas! Mas acreditem, há situações bem piores!
A história que vou lhes contar é de uma senhora de cerca de 70 anos que mora sozinha no décimo andar de um apartamento de classe média alta. Para espantar a solidão, ela costuma sair frequentemente para ir às compras, visitar as amigas, ir à igreja, ao médico, além de fazer caminhadas todos os dias nas primeiras horas da manhã.
Numa tarde de segunda feira ela aproveitou a chegada da faxineira para ir ao supermercado comprar frutas e legumes frescos. Na verdade as compras não passavam de um motivo para ganhar a rua e se sentir viva, ativa e com saúde. O que ela mais queria era aproveitar o lindo dia de sol que estava fazendo.
Quando chegou em casa, por volta das 16:30, foi à cozinha tomar um copo d´água- estava suada, cansada e ansiosa por um banho. Respirou profundamente e decidiu tomar um banho. Abriu a porta do quarto e deparou-se com uma cena surreal: bem em cima de seu guarda roupas branco havia um visitante inesperado - um urubu. Sim! Isso mesmo!!! Aquela ave que povoa os lixões nos arredores das cidades em busca de restos de carne em estado de decomposição. Lá estava ele, imponente, soberano, como se estivesse num pedestal, reinando sobre aquele quarto. O susto a deixou sem ação por alguns segundos. O que fazer?! Pensou ela...
O mais óbvio seria trancar a porta - (imaginem se ele resolve conhecer o apartamento inteiro!) e pedir socorro à faxineira Socorro. Ao tomar conhecimento da invasão, a diarista resolveu assumir a liderança das ações. Pegou uma vassoura e entregou um rodo à patroa. Pronto! Estava formado o pelotão de combate ao invasor. A estratégia de batalha estava traçada: fustigar a ave com as armas, digo, vassoura e rodo, para que ela saísse da forma que entrou - pela grande janela do quarto.
Pé ante pé elas percorreram o corredor que dava acesso ao quarto. Abriram a porta com cuidado. Ao olharem para o guarda roupas uma feliz surpresa: o inimigo havia batido em retirada. Uma guerra ganha com inteligência, sem lutar, no melhor estilo Sun Tzu em seu clássico A Arte da Guerra.
Baixaram a guarda e respiraram aliviadas do susto. Sentadas na cama, passaram a comentar timidamente aquela situação toda... Foi quando perceberam que era cedo demais. Vindo do banheiro, o urubu estava iniciando seu contra ataque! Depois de dar um vôo circular e rasante sobre o quarto, ele voltou a pousar sobre seu território - o guarda roupas. Assustadas, tentaram uma retirada estratégica em busca de reforços. Foi quando a faxineira Socorro, cheia de coragem, soltou um grito de fúria e avançou para cima do bicho de vassoura em riste. Sentindo-se ameaçado, o urubu deu vazão a seu instinto natural, lançando um jato forte de vômito. Socorro jogou-se na cama e, num giro espetacular, conseguiu escapar ilesa da pútrida arma. Mais furiosa ainda - afinal de contas já havia passado a hora dela encerrar a faxina, ela deu uma forte vassourada no urubu que mergulhou janela afora como um raio...
O saldo final do combate foi positivo. Inimigo expulso, ninguém ferido ou machucado. Apenas um odor insuportável de vômito de urubu poluía o ar do quarto. Essa foi a segunda batalha da faxineira - deixar tudo limpo em tempo recorde!
Passado o susto, riram do que acontecera naquela tarde. A senhora, inclusive, comentou que caso ela fosse supersticiosa ficaria preocupada com a presença de um urubu em seu quarto. Mas tudo não passou de um descuido ao deixar a janela escancarada. Daqui para frente, passaria a ter mais cuidado. A faxineira então, despediu-se dizendo que agora ela estaria segura e que poderia dormir tranquila, pois o apartamento estava limpo e livre de invasores. Será mesmo? Um pequeno e aerodinâmico ser de cor marrom, dotado de um par asas e de finas e compridas antenas não parava de se movimentar sob o sofá da sala, provando que elas estavam erradas. A dona da casa não ficaria, certamente, solitária naquela noite...

14.12.07

Surpresa no Táxi


O calor estava insuportável naquele dia. O sol a pino e o bafo quente denunciavam que a cidade estava próxima de virar a réplica ampliada de uma sauna seca. Dois executivos desembarcaram do avião vestindo paletó e gravata. Esperaram longos minutos por suas bagagens, que insistiam em não aparecer na esteira, mesmo após umas cinco voltas completas. Enquanto isso, o suor escorria por suas faces. Tudo que eles queriam naquele momento era ir para o hotel tomar uma ducha fria, antes da reunião de trabalho à tarde.

Quem visse aquelas figuras de longe perceberia facilmente que eles não eram nativos do nordeste do Brasil. A pele muito clara e os cabelos loiros fariam qualquer um afirmar que eram escandinavos. Quase isso: O mais velho – um senhor de 52 anos, atarracado e de barba branca, era dinamarquês. O outro era brasileiro, nascido em Santa Catarina e, como tantos conterrâneos seus, descendente de alemães.

A viagem tinha tudo para ser um sucesso: investidores dinamarqueses pretendiam construir um belíssimo resort no ensolarado e acessível em uma paradisíaca praia do Brasil. Nenhum dos dois conhecia aquela cidade. Por isso, passaram a caminhar lentamente pelo saguão do aeroporto à procura de um táxi que os levasse até o oásis, perdão, hotel.

Foram abordados por um sujeito baixinho, magrinho, moreno e muito falante que, de forma espantosamente cortês se ofereceu para levá-los ao destino. Logo perceberam que era um motorista de táxi. O rapaz andava na frente com as malas em direção ao veículo, enquanto os executivos o acompanhavam de perto conversando em inglês.

Ao chegarem diante do carro, tiveram um grande susto. O trajeto até o hotel seria feito num Ford Del Rey 1982! É isso mesmo... Um Del Rey! O executivo dinamarquês ainda ensaiou desistir de ir naquele carro velho. Mas logo foi desaconselhado por seu colega brasileiro – afinal de contas o rapaz havia sido tão agradável e eficiente... Passaram alguns minutos discutindo se iam ou não, na presença do motorista. Finalmente decidiram ir assim mesmo. O mais novo sacou um papel do bolso do terno para dizer o nome do hotel. O motorista então, retrucou: - “O sr. é brasileiro?” - “Sim, catarinense”, informou ele, fazendo questão de mostrar que não era adepto de conversinhas ocasionais com taxistas. Mesmo assim, teve que ouvir outra pergunta indiscreta: “Mas seu colega não nasceu no Brasil, não é?” – “Não. Na Dinamarca!”, disparou ele, secamente.

Finalmente entraram no carro e sentaram no banco de trás. Será que aquilo poderia ser chamado de banco? Bem a uns vinte anos atrás ainda poderia... Hoje só com muita generosidade! A espuma que insistia em sair pelos rasgos no tecido denunciava a idade daquele carro. Mas não apenas isso. O ronco do motor, alguns barulhos estranhos e a sensação de que algo estava folgado embaixo do veículo, deixaram os dois passageiros certos de que tinham tomado o pior táxi daquela cidade.

No trajeto de cerca de meia hora até o hotel, o desconforto causado pelo calor, pelas roupas inadequadas e por um carro com ar condicionado quebrado só aumentava o nível de irritação dos passageiros. “Definitivamente, não devíamos ter tomado esse táxi”, disse o dinamarquês, com uma expressão de desagrado, quase nojo. Como o motorista era brasileiro, ele continuou seu desabafo, fuzilando o companheiro que tinha insistido em entrar no carro. “A primeira impressão que estou tendo de seu país é a pior possível”. “É nisso que dá querer investir em países do Hemisfério Sul”. “Na Dinamarca um veículo desse já teria virado sucata reciclável, há muito tempo”. “Isso é uma ameaça ao meio ambiente”. “Olhe para esse motorista. Veja como ele se veste”. “Sinceramente começamos muito mal nossa curta estada neste maldito país!!!”. O executivo brasileiro resolveu ficar quieto, tentando assim fazer com que aquele acesso de fúria terminasse logo... Já o taxista, estava atento ao trânsito, não dando nenhuma atenção àquele gordinho vermelho que tagarelava em inglês sem parar...

Chegando ao hotel cinco estrelas, o Del Rey chamou atenção de todos na recepção. Alguns mensageiros nem conheciam aquele carro... Logo as malas foram desembarcadas e o taxista informou ao passageiro que falava português que o valor da corrida era de R$ 38,00. Duas cédulas novinhas de R$ 20,00 foram oferecidas a ele, seguidas da expressão: “Fique com o troco.” Ele recebeu o dinheiro e disse: “Não senhor. Quero apenas aquilo que me é devido. Aqui está o seu troco”. E continuou: “Antes de vocês partirem, tenho uma explicação a dar.” Os passageiros se entreolharam, sem entender o que era aquilo, mas por senso de civilidade, permaneceram de pé diante do taxista. O dinamarquês demonstrava certa impaciência ao olhar o relógio. “Que explicação esse pobre rapaz quer nos dar?” pensou o brasileiro.

A resposta veio rápida e objetiva. Olhando nos olhos do catarinense, o taxista disse: “vou falar em inglês para que ambos entendam”. E começou a explicar que o carro dele era um Del Rey velho não por que ele quisesse, mas sim por que estava recomeçando a vida no Brasil após uma experiência malsucedida no exterior, quando foi lesado por uma agência de empregos inescrupulosa. Em dado momento, ele disparou: “agora vou continuar em dinamarquês, a língua do seu amigo”. Para esse, o tom foi mais severo: “como um homem da sua idade age dessa forma? Por que não respeita as pessoas? Saiba que usar a língua como escudo é uma péssima idéia. O senhor não está honrando a imagem do seu povo.”

Ditas essas palavras, entrou no carro e acelerou... Enquanto o Del Rey desaparecia na avenida movimentada, os dois ficaram estáticos e calados. O brasileiro se perguntava: “como isso pôde acontecer? Apenas 5 milhões de pessoas no mundo falam dinamarquês...” Já seu companheiro de viagem balançava a cabeça incrédulo, pensando - “Realmente, o Brasil é um país surpreendente!”